Perguntas e Respostas

 

Não tem a mãe direito sobre seu próprio corpo?

Este não é o seu corpo, mas o corpo de outra pessoa. Quando é que nós demos à uma mãe o direito de matar seus filhos- nascidos ou não nascidos?





O aborto não é somente uma questão religiosa?

Não. Certamente que a teologia preocupa- se com o respeito pela vida humana. No entanto pede à ciência que a informe quando começa a vida. A questão do aborto é um problema humano básico que interessa à toda sociedade civilizada em que vivemos. Não é só uma questão de quem é católico, protestante ou judeu. É uma questão de quem deve viver ou morrer.





Legalizando o aborto, acaba- se com os abortos ilegais?

Esta é uma pura teoria e uma afirmação completamente falsa. A experiência dos fatos mostra que quando as leis se alargam, a percentuagem dos abortos legais sobe muito e o aborto ilegal não diminue, antes frequentimente sobe. A razão mais apontada é a relativa falta de segredo no procedimento oficial.(Europa, Japão, Colorado, etc.)





Por que trazer ao mundo crianças não desejadas?

Uma gravidez não desejada nos primeiros meses não quer dizer forçosamente um bebê não desejado depois do nascimento. O Dr. Edward Lenoski(Uni. do sul da California), demonstrou com evidência que 90% das crianças maltratadas eram fruto de gravidez desejada. "Um mundo sem crianças, esposas e velhos, etc. Não desejados seria um mundo perfeito. A medida da nossa humanidade não é nós não aceitarmos ter conosco os não desejados, mas antes o que fazemos por eles. Tratarmos de ajudá-los ou matá-los?"





Há perigos para a mãe depois do aborto?

Depois de um aborto legal a esterilidade aumenta 10%, os abortos espontâneos 10%, os problemas emocionais( de 9 à 59 na Inglaterra) e outras complicações em relação ao fator Rh. A gravidez fora do útero aumenta de 0,5% para 3,5% e o nascimento pramaturo de bebês de 5% para 15%. Pode haver perfuração do útero, coágulos de sangue nos pulmões, infecções e mais tarde uma hepatite fatal devida às transfusões de sangue.





Não é cruel deixar uma criança aleijada nascer para uma vida miserável?

A suposição de que as pessoas aleijadas disfrutam menos a vida do que a gente normal provou-se ser falsa recentemente. Uma investigação bem documentada demonstrou que não há diferença entre as pessoas inabilitadas e as ditas "normais" em relação ao grau da satisfação da vida, sua atitude para o futuro e sua vulnerabilidade à frustração. "Embora seja comum e moderno acreditar que as pessoas incapacitadas disfrutam menos da vida do que as "normais" essa opinião não tem fundamento empírico ou teórico". Paul Cameron D. Van Hoeck, reunião da Associação Americana de Psicologia.





Uma nova ética?

Durante dois milênios, na nossa cultura ocidental, especificamente protegida pelas nossas leis e profundamente impressa no coração de todos os homens, existiu o valor absoluto de respeitar e proteger o direito de cada pessoa à vida. Este foi sempre um direito inalienável e inequívoco. As únicas exceções dão-se quando se considera uma vida por vida em certas circuntânciasou por devido processo legal.

As nossas novas e permissivas leis do aborto representam uma mudança completa, a rejeição de um dos valores básicos do homem e a aceitação de uma nova ética em que a vida tem somente um valor relativo. Já não haverá para todo ser humano o direito absoluto à vida, simplesmente porque existe. Agora, o homem só poderá existir se satisfazer a certas normas de indepêndencia, perfeição física ou utilidade proveitosa para os outros. Esta é uma mudança grave que ataca a raiz da civilização ocidental.

Não faz diferença alguma assumir vagamente que a vida humana é mais humana depois do nascimento do que antes. O que é importante é decidir o que é e o que não é vida humana. Pela medida do "mais" ou "menos" vida humana qualquer pessoa pode fácil e logicamente justificar o infanticídio e a eutanásia. Pela medida da utilidade econômica e social chegaremos a ter as terríveis atrocidades dos assassinatos em massa de Hitler. Não podemos fazer outra coisa senão lembrar o comentário angustiado de um juiz nazista condenado que disse à um juiz americano depois dos jugamentos de Nuremberga: "Nunca pensei que poderíamos chegar a isto." O juiz americano respondeu simplesmente: "chegou-se a isto a primeira vez que condenaste uma vida inocente."





O aborto não é menos perigoso que o parto?

Não. No último período, o aborto é muito mais perigoso. Mesmo nos três primeiros meses morrem duas vezes mais mulheres por aborto legal do que de parto.