Testemunha do Crime



 

Depoimento de ex-funcionária de uma clínica de aborto.

"Fui contratada como auxiliar para ajudar os médicos nas salas de operações. Dali, passei para outros serviços até chegar a um cargo administrativo. Assim que uma mulher nos procura para marcar uma consulta, procuramos atendê-la o mais rápido possível. A ideia é evitar que ela tenha um intervalo longo de espera, para que não tenha tempo de pensar melhor. Primeiro, ela preenche algumas fichas e depois conversa com um conselheiro. Mas no máximo dex, em cada 300 a 450 pacientes, desistem de praticar o aborto.

Depois dos testes de laboratório e as medicações pré-operatórias, ela está pronta para o processo de aborto por sucção a vácuo, quando o conteúdo é retirado do útero. Quanto mais avançada a gravidez, maior é a criança. Às vezes, quando ela já é grande, não passa pelo tubo do aparelho, e o médico introduz o fórceps e arranca as partes maiores. Nos casos em que a mulher já contava com três meses de gravidez, o médico ia arrancando braços, pernas e tudo mais. A paciente sofreu muitas dores e ficou bastante agitada e nervosa. Eu não aguentei e saí dalí. Senti que ia desmaiar, e me sentei e abaixei a cabeça, para tentar recobrar o controle".