Experiências Semelhantes



Testemunhos

 

M.L.O. 30 anos

"Fui estuprada em julho de 1995, em Anápolis(GO). Logo em seguida, os exames confirmaram a gravidez. No início, quando eu percebi que estava grávida, fiquei com muita raiva. Mas depois que a criança nasceu, nem lembrei mais do que aconteceu naquele dia trágico. Hoje estaria morrendo de remorsos se tivesse feito aborto, principalmente quando vejo minha filha no berço. A mulher estuprada não tem direito de abortar, pois a criança não tem culpa. Mesmo a criança nascida de um estupro merece ser amada. Também acho que uma lei que autorize o aborto em caso de estupro não ajuda a mulher."





M.A. 48 anos

"Eu não vi, porque fiquei na UTI. Mas quando voltei e vi meu filho, me senti a pessoa mais feliz do mundo. Não lembrei daquele dia de março de 1975, quando fui violentada. Mesmo a perda do noivo, que não aceitou a criança, nem a incompreensão dos parentes ou as surras diárias da minha mãe, que não acreditava que a gravidez era consequência de um estupro, justificariam o aborto. Hoje, quando vejo meu filho na faculdade, tenho mais certeza de que tomei a atitude correta. O preço de um filho de estupro é altíssimo. Mais o peso da consiência pesada é muito maior."